A Psicologia da Criptomnésia: Como nós plagiamos inconscientemente ideias existentes

“Qualquer experiência pela qual um escritor já passou vai influenciar o que ele faz, e não apenas o que ele já leu, mas as músicas que ele ouviu, as imagens que ele viu.” disse William Faulkner em 1958. Essa noção – de que “nossas” ideias” são o produto combinatório de todos os tipos existentes de ideias que nós absorvemos enquanto vivemos – é algo já discutido por diversos autores. Em 1989, psicólogos Alan Brown e Dana Murphy criaram um termo para esse fenômeno: criptomnésia. No livro “The Psychology of Writing” (A Psicologia da Escrita, em tradução livre), o psicólogo cognitivo Ronal T. Kellogg define criptomnésia como “a crença de que um pensamento é novo quando na verdade é uma memória” e examina como isso acontece.

Essa fusão de diversos fragmentos em novas combinações é, em maior parte, um processo inconsciente. Um sério problema desse fenômeno é que ele frequentemente  apaga os traços das fontes originais que nós inconscientemente incorporamos às nossas “novas” ideias. Segundo Kellogg “Criptomnésia pode levar ao plagiarismo inadvertido se o escritor falhar em reconhecer involuntariamente uma fonte anterior devido à incapacidade de reconhecer seus próprios pensamentos e palavras como não-originais.”

Leia mais (em inglês).

 

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