Jonas Federman – Notas sobre um curso de Arte Digital

“The intellectual life of the whole of western society is increasingly being split

into two polar groups…literary intellectuals at one pole – at the other scientists,

and as the most representative, the physical scientists.

Between the two a gulf of incomprehension.”[1]

C.P.Snow

“The Two Cultures and the Scientific Revolution”, 1959

Primeiras pistas

Este artigo tem como principal objetivo registrar algumas observações relativas ao campo da comunicação, aproximando-as do campo tecnológico e cultural. Com base nos textos propostos para leitura ao longo do curso ministrado na graduação da ECO/UFRJ – Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, temos a intenção de estudar as seguintes questões: no atual ambiente telemático, o que seria hoje considerado um gesto artístico?  E, inspirados na questão proposta pelo breve e potente livro da Profª Lucia Santaella – Por que as comunicações e as artes estão convergindo? – seguimos buscando nossos focos de estudo que foram se desenvolvendo ao longo do curso.

Num primeiro momento, diante deste quadro heterogêneo, circunscrevemos um conjunto de questões que nos permitiu pensar a imagem com relação ao seu passado, seu presente e seus desafios. E, com um recorte sociotécnico, aproximando as ciências exatas das humanas estudamos os atuais e recentes modos de produção da imagem tentando ampliar nossas analises no campo da comunicação e das suas relações com o campo da arte.

Inicialmente nossos encontros semanais tiveram como objetivo estudar o campo de interseção entre arte, ciência e comunicação. Inspirados em questões teóricas levantadas no início do século XX pelo artista Marcel Duchamp[2], nossa busca naquele momento visava, a maneira duchampiana, compreender, discutir e quantificar o quoficiente artístico das propostas artísticas digitais. Mas seriam os princípios de avaliação de um “coeficiente artístico” proposto no início do século XX válidos ainda hoje?

Vale também sublinhar que o curso no início era basicamente teórico, apoiado somente em leituras. Mais recentemente, buscamos unir nossas reflexões teóricas a uma prática. Tentamos explicitar um conjunto de questões teóricas que impliquem na construção de um dispositivo eletrônico gerando assim, na prática, uma experiência artística digital. Aos poucos fomos sentindo a necessidade de reunir e somar conhecimentos das mais diversas áreas tais como: filosofia, história da arte, história da ciência, psicologia, comunicação, engenharia mecatrônica, telemática, além de certo conhecimento básico em física, química, biologia e matemática. Nesse campo de interseção de saberes a pesquisa atualmente conta com o capital cultural do grupo de alunos, bem como a capacidade critica e de articulação desse grupo com possíveis aliados. Todos nossos receios, limitações, fracassos e eventuais sucessos[3] são motivo de troca de ideias. Mais recentemente, ao sabor das nossas discussões, o curso, tem estudado os mais variados tipos de projetos artísticos e tendências estéticas digitais, sendo que nossa atenção tem se voltado mais para aqueles que reúnem trabalhos pensados, realizados e acessados através de dispositivos móveis como celular PDA (Personal Digital Assistants) ou ainda iPhone.

Buscando gerar uma massa crítica capaz de favorecer novos avanços nesta área, temos expandido nossa rede trocando questões com os principais centros acadêmicos da área de comunicação, além de constantes intercambio com empresas, museus e festivais. Assim, nesta pesquisa, nossa atenção esteve mais voltada para dois eventos a saber: FILE[4] (Festival internacional de Linguagem Eletrônica), que há mais de dez anos promove simpósios, exposições e publicações, e o Art Mov[5] – programa que multiplica as possibilidades de reflexão e discussão de questões que envolvem o universo das tecnologias móveis, atuando de forma efetiva, tanto na formação de público, quanto na de novos realizadores. Com algumas outras colaborações paralelas, o curso concentra também sua atenção numa área conhecida como Cross-Mídia, ou seja, experiências que buscam investigar aspectos técnicos, culturais e políticos do diálogo telemático.

Duchamp, Oiticica e Meireles.

Nossa pesquisa sobre o que seria hoje considerado um objeto de arte se iniciou com a leitura do livro Marcel Duchamp: engenheiro do tempo perdido. Este recorte se deve ao fato de que a obra duchampiana marcou um ponto de virada no entendimento da critica artística. Neste pequeno livro, o jornalista Pierre Cabanne entrevista Marcel Duchamp apoiado nesta publicação e buscando melhor compreender alguns paralelos que eventualmente poderiam ser traçados entre a primeira década do século XX e XXI começamos a listar algumas relações que poderiam ser estabelecidas entre aquele tempo e a atual cena da arte telemática brasileira. Assim, pensando sociotecnicamente, passamos primeiro a estudar mais de perto as preocupações estéticas levantadas pelo movimento Concreto brasileiro. Com as nossas leituras sobre este tempo, logo percebemos a mudança no modo de produção de imagem e a especial importância das transformações técnicas e políticas da década 1970. Fortes mudanças culturais ocorreram no Brasil e no mundo a partir do meio da década de 60, inicio de 70, anos que entraram para história como um divisor de águas.

Naquele tempo, quando criou o primeiro Penetrável, Hélio Oiticica rompia, na cena carioca das artes plásticas, com a relação de contemplação do espectador para com a obra e propunha a participação. Mas o grande paradigma da obra de Oiticica foi a Tropicália, o Grande Penetrável, fruto da ideia de Nova Objetividade, conceituada pelo próprio Oiticica em 1966, e que deu nome ao movimento inaugurado por Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre outros. Em 1968, jovens corações e mentes desencadearam uma onda de protestos e fogo em todo o mundo – de Paris ao Rio, de Los Angeles a Praga – com um só desejo: mudar a vida, mudar o mundo. Assembleias, passeatas, barricadas selaram uma aliança entre estudantes e intelectuais, artistas e minorias, para contestar a autoridade em toda parte: na universidade, no governo, nos costumes. Pois foi nesse ambiente que, em 1967, ao redigir o catálogo da exposição “Nova Objetividade”, que se realizaria no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Helio Oiticica passa de um questionamento sobre os limites de um quadro à reflexão sobre a concepção de uma vanguarda brasileira. Foi nesse contexto que, se colocava cada vez mais firmemente a indagação: O que a arte pode ser?

A esta questão a obra do artista plástico Cildo Meireles vem responder de forma multissensorial. Partindo de desenhos, objetos e instalações, ele explorava as fronteiras da percepção de forma inesperada através de materiais do cotidiano. Um dos membros mais jovens de uma geração que transformou a arte brasileira no final dos anos 1960, Meireles combinou os desenvolvimentos da Nova Objetividade com o Minimalismo e a Arte Conceitual para produzir um conjunto de trabalhos que é claramente internacional, por transformar a experiência perceptiva em desafios filosóficos.[6]

Mas, e hoje? O que pode a arte? Ou, mais especificamente: o que pode hoje a Arte Digital? Quais seriam seus desafios filosóficos? Como eles vêm sendo enfrentados? Para abordar estas questões poderíamos separar os campos da arte e da ciência? Seriam os métodos de investigação artísticos e científicos excludentes? Sentir seria tão importante quanto saber?

Leituras e avaliações

Conhecendo um pouco mais a proposta do movimento Concreto brasileiro e seu modo de produção, sentimos e observamos que é também a partir do jogo entre a palavra, o som e a imagem, editados através desses dispositivos móveis (centrais de produção multimídia portáteis) que atualmente se produz sentido, realidade e uma nova subjetividade[7]. Assim, passamos a seguir, reunir e comentar algumas publicações que vêm balizando nossas discussões.

Foi inspirado no livro Linguagens líquidas na era da mobilidade (2007), de autoria da Profª Lucia Santaella (PUC/SP), 2007, que este curso foi elaborado. Aproximando-se da metáfora do sociólogo polonês Zygmunt Bauman – modernidade líquida – e do conceito – espumas – do filósofo alemão Peter Sloterdijk, Santaella pensa, neste abrangente livro, entre outras importantes questões, a internet pervasiva ou ubíqua. E foi também a partir deste ponto que em busca de conhecer os atuais modos de produção da imagem recortamos mais um aspecto da nossa pauta: presença-ausência.

Ao perceber que os alunos e os jovens em geral abandonam o MSN (Chat), ou ainda os e-mails, comunicando-se cada vez mais frequentemente através de SMS – os chamados torpedos (mensagem enviadas por telefones celulares) -, o nomadismo e a produção telemática tornaram-se também mais um dos focos da nossa pesquisa. Em Linguagens líquidas na era da mobilidade, Santaella nos aponta que a primeira questão que se coloca entre os participantes quando a conexão via celular se estabelece é: onde você está? Assim, o campo da comunicação, em função desses dispositivos móveis que também permite localizar o posicionamento geográfico e que transformam o tipo de atenção disponível nesse intervalo de tempo para esta conexão passam a compor mais alguns dos aspectos por nós estudados. Nesta atual cena os interatores (atores interfaceados por dispositivos móveis), estão em constante movimento. As noções de tempo e espaço entre eles se transformam e passam também a fazer parte das nossas avaliações relativas ao modo de produção e construção das imagens.

Mais adiante, impulsionados por este entendimento e suas implicações na área da comunicação passamos a ler – ME++ The Cyborg self and the networked city (2003) -, em que o autor William J. Mitchell apresenta uma geopolítica urbana observando que as conexões digitais “tornaram-se a característica da nossa condição urbana no século XXI”. Mitchell nos lembra que uma rede de redes suporta diretamente operações de setores como economia, energia (elétrica, petróleo ou atômica entre outras), transportes (aéreos, marítimos), finanças, telecomunicação, saúde pública, serviços de emergência, meteorologia, química, defesa de espaço nacional, alimentação, agricultura e remessas postais, entre várias outras, numa lista quase sem fim. Dessa forma, numa sequência de artigos, neste livro o autor estuda as transformações culturais, políticas e econômicas que alteram aspectos urbanísticos e subjetivos da cidade. Nesse ponto do curso percebemos que uma visão estatística do desenvolvimento industrial dos dispositivos móveis em todos os continentes do planeta também poderia colaborar na construção de novas estratégias para melhor conhecer a comunicação sem fio e, portanto, da imagem nos campos da arte, da ciência e da tecnologia.  Assim buscando conhecer a linguagem da comunicação móvel e um conjunto de questões que nos permitiria seguir pensando a imagem com relação ao seu passado, seu presente e seus desafios, elegemos mais um autor.

Nessa altura do curso com especial interesse nos dispositivos móveis e suas constantes inovações com reflexos imediatos na área de comunicação passamos a ler – Mobile Comunication and society: a global perspective – livro de Manuel Castells que aponta para o que já prevíamos afirmando que o mercado de telefonia móvel no Brasil é o sexto maior mercado de telefonia móvel no mundo e o maior na América Latina.[8] Castells nos aponta ainda dados que observam a forte exclusão vigente no país em função dos altos valores pagos pelo uso das linhas de celulares. Porém, telefones pré-pagos têm possibilitado o acesso de grande parte da população a uma linha, o que tem transformado o telefone celular num fenômeno urbano. A atual necessidade de novas linhas cresceu de tal forma que, nos principais centros do país, já em 2010, era introduzido pela Anatel[9] mais um digito nos números das linhas, para assim disponibilizar novas combinações de números, capaz de gerar linhas para um número cada vez maior de usuários. [10] É, portanto este “amuleto urbano” dispositivo portátil carregado no bolso da maior parte da população – atualmente conhecido como smartphone – aparelho telemático capaz de editar e transmitir informação – é reconhecido como uma ferramenta que vem transformando de forma acelerada as possibilidades técnicas, estéticas e políticas dos atuais meios de produção das imagens. A partir daí, coerente com nosso enquadramento sociotecnico, julgamos também importante para nossa pesquisa, dar a devida atenção aos softwares e pixels que compõe eletrônica e fisicamente as mensagens áudio visuais.

Assim, dando seqüência as nossas discussões outro importante autor – Vilém Flusser – foi acrescentado em nossa lista de leitura. Em seu livro O universo das imagens técnicas: Elogio da superficialidade (2008) este autor é entende a imagem técnica como número, cálculo. Em sua análise, Flusser numa metáfora nos apresenta o pixel como o novo pincel e os algoritmos sendo entendidos como a atual “palheta do pintor”. Levando em consideração que a produção desse autor é da década de 1970, não podemos deixar de citar seu entendimento visionário das tecno-imagens:

“… Somos testemunhas, colaboradores e vítimas da revolução cultural cujo âmbito apenas advinhamos. Um dos sintomas dessa revolução é a emergência das imagens técnicas em nosso torno. Fotografias, filmes, imagens de TV, de vídeo e dos terminas de computador assumem o papel de portadores de informação outrora desempenhado por textos lineares. Não mais vivenciamos, conhecemos e valorizamos o mundo graças as linhas escritas, mas agora graças as superfícies imaginadas. Como a estrutura da mediação influi sobre a mensagem, há mutação na nossa vivência, nosso conhecimento e nossos valores…”

Pensando nas avaliações de Flusser, e parafraseando o filosofo e educador canadense Marshal McLuhan, poderíamos hoje então suspeitar que a interface seria a mensagem? Essa suspeita talvez se confirme, na medida em que, formos interagindo com esses dispositivos móveis que alteram nossas noções de espaço, tempo e transformam nossa forma de sentir, perceber de se relacionar e de produzir imagem.

Mas, nesta lista de publicações, autores e aspectos até aqui abordados, é também importante sublinhar que esses recursos telemáticos, além de terem implicações afetivas, cognitivas e neurológicas na atual construção das imagens, têm também consequências políticas. Lembramos que as implicações das transformações tecnológicas já eram abordadas em 1979, quando, na crise do Irã, se discutia o uso das fitas cassetes transformando a cena política mundial. No exílio em Bagdá, Khomeini continuou a criticar o xá e suas políticas pró-ocidente. Sua mensagem chegava às massas por meio de fitas-cassete gravadas durante conversas ao telefone. Ele se tornou o símbolo da oposição ao regime e à monarquia.[11] Três décadas mais tarde, já nos dias de hoje, passada a primeira década do século XXI, assistimos e participamos de uma acirrada disputa com as sucessivas quedas dos regimes ditatoriais no Oriente Médio que desestabilizam a economia global, deixando o mundo num constante suspense diante da busca por democracia no mundo árabe. Em meio a profundas transformações tecnológicas, culturais, políticas uma nova ordem mundial se estabelece. Numa cena em constante movimento, os dispositivos móveis promovem hoje uma cada vez mais veloz difusão das informações, das imagens e portanto das versões dos fatos, confundindo o que seria mudança de regime com promoção da democracia. Nesta linha de pensamento, nossa leitura do livro The Net Delusion: the dark side of internet freedom (2011) de autoria do jornalista e comentarista social Evgeny Morozov, nos ajudou a discutir até que ponto esses dispositivos móveis promovem tais princípios – liberdade e democracia. O autor nos adverte que devemos ser mais prudentes ao pensar na internet livre ou nas redes sociais como promotoras da libertação e semeadoras de nobres iniciativas. Porém, estando diante de transformações técnicas, econômicas, sociais e políticas tão aceleradas podemos perceber que seria no mínimo precipitado tentar elaborar visões sobre um futuro próximo sob pena de sermos surpreendidos por descobertas tecnológicas inusitadas que transformariam de súbito nossa atual percepção e entendimento dos fatos.

Arte e ciência hoje

Com esse breve relato sobre a trajetória do curso Arte Digital, encerro esse artigo destacando que, como consequência da acelerada transformação das tecnologias telemáticas e da velocidade das pesquisas nesta área, os campos da comunicação, da ciência e da arte trazem, na primeira década deste século, questões que implicam em mudanças radicais nos modos de produção da imagem e na circulação da informação transformando constantemente nossos processos perceptivos.

Concluindo, lembro que, já em 1959, em As duas culturas, o pequeno e famoso livro de C.P. Snow, o autor apontava para o fato de não haver comunicação entre as duas culturas, a exata (científica) e a humana (literária), e que em sua época (década de 1950), expressões equivocadas sobre a ciência eram usadas na arte. No entanto, atualmente, se considerarmos os avanços tecnológicos que englobam o campo da comunicação e das artes visuais (a computação gráfica, a ficção científica e a inteligência artificial), enfim, todos os meios de divulgação científica à distância, o preconceito com relação à categoria artística vem diminuindo. Porém, mesmo após 50 anos, “As duas culturas” ainda é uma publicação instigante que provoca, desafia e toca indiscriminadamente toda a academia.

Concluo esta breve memória do curso, destacando o trecho final do pequeno livro de Lucia Santaella, Porque as comunicações e as artes estão convergindo? (2005), em que a autora convoca e estimula o leitor a pensar uma nova estética que não tema a tradição:

“… Dado o grande número de pessoas que está hoje trabalhando com as novas tecnologias das redes, tornou-se porosa a fronteira entre arte digital e um simples evento high tech e de entretenimento. Diferenciar árvores da floresta está se tornando uma tarefa cada vez mais difícil. Contudo, tal dificuldade não pode nos levar à apologia da indistinção. Ao contrário, deve aguçar nossos sentidos de alerta para o fato de que a arte interativa e as novas junções promulgadas pela arte-ciência-tecnologia estão inaugurando uma nova era em que experiências inéditas sem espaço, tempo, sem imagens entram no domínio da arte e para as quais não mais se aplicam os termos tradicionais da história da arte, nem mesmo os termos “duchampianos” e seus métodos de avaliação. Um novo campo de atividade crítica precisa ser aberto: um campo que transcenda as preocupações previamente separadas dos historiadores e teóricos de cinema, fotografia, televisão, vídeo, imagens e sons gerados computacionalmente. Uma nova estética precisa emergir: uma estética que transponha sem temor as fronteiras que a tradição interpôs entre os caminhos da ciência e os da arte.

Sublinho ainda que, este registro sobre os vários aspectos relativos ao presente e ao passado da imagem, bem como as relativas a questão – o que poderia hoje ser considerado um gesto artístico? – fazem parte dos vários ângulos que vêm sendo abordados ao longo do curso Arte Digital sendo que esta breve memória foi escrita visando estimular novas aproximações e discussões futuras. Os endereços eletrônicos citados neste artigo foram acessados em novembro de 2011.

Referencias:

CABANNE, Pierre. Marcel Duchamp: engenheiro do tempo perdido. Ed. Perspectiva. S.P. 1997.

CASTELLS, M. Mobile communication and society: a global perspective. Massachutts Institute of  Technology, 2007.

DIANA, Domingues (Org.). Arte, Ciência e Tecnologia: Passado, presente e desafios. Ed. UNESP, 2007.

FLUSSER, Vilém. O universo das imagens técnicas: elogio da superficialidade. Ed. ANNABLUME. SP. 2008.

MITCHELL J. William. ME + + – The Cyborg self and the networked city. Massachusetts Institute of Technology. 2003.

SANTAELLA, Lucia. Porque as comunicações e as artes estão convergindo? Ed. Paullus. SP. 2005.

SNOW, C.P. As duas culturas em uma segunda leitura. EDUSP, 1995.

 


[1] “A vida intelectual de toda a sociedade ocidental está cada vez mais dividida em dois grupos polares … intelectuais literários em um pólo – e no outro cientistas. E, como os mais representativos, os cientistas físicos. Entre os dois um abismo de incompreensão.”  C. P. Snow, 1959.  “As duas culturas e a revolução científica”.

[6] Esse trecho deste artigo foi fundamentado num folheto da exposição “Trinta Anos de 1968” e, no texto de apresentação – O que a arte pode ser?  da exposição do artista Cildo Meireles no MAM, RJ – set. 2000.

 

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