Pecha-Kucha: abaixo às apresentações chatas

O movimento Pecha Kucha (onomatopéia japonesa para “barulho de conversa”) defende a idéia de que uma apresentação ideal deve ter no máximo 20 telas, com 20 segundos cada. O conceito foi criado por Mark Dytham e Astrid Klein, arquitetos que moram no Japão.

Originalmente, arquitetos e designers eram os únicos a participar, e costumavam usar o formato para, simplesmente, falar sobre seus projetos mais recentes e apresentar os seus porfolios. Aos poucos, entretanto, o evento foi se tornando cada vez mais popular em Tokyo e logo se espalhou por todo o mundo. Absorvendo um pouco de cada cultura e caindo nas graças de poetas, músicos, fotógrafos, artistas e pessoas criativas das mais diferentes nacionalidades e profissões, a Pecha Kucha Night foi se transformando aos poucos, e hoje permite propostas muito mais livres.

Basicamente, isso quer dizer que durante esses 6 minutos e 40, os convidados podem fazer o que BEM ENTENDEREM para acompanhar a exibição das imagens: tocar um instrumento ou soltar uma trilha sonora, declamar poesias, recitar textos, fazer performances teatrais, dançar, ficar no mais absoluto silêncio ou, naturalmente, falar sobre seus projetos e apresentar seus porfolios. Tudo é permitido. Desde que dentro do tempo estipulado e usando os recursos disponíveis.

Porto Alegre foi a primeira cidade brasileira a aderir às Pecha Kucha Nights. O evento tem curadoria de Lucas Pexão, Marcela Duarte e André Czarnobai aka Cardoso. A próxima edição acontece dia 14/11.

Confiram uma das apresentações submetidas. Notem que ela dura exatamente seis minutos e quarenta segundos.

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