Porque a ferramenta de leitura inteligente do futuro pode ser… o papel

Há anos foi anunciada a substituição do livro de papel pelo livro digital por teóricos da comunicação, marketeiros e usuários pioneiros. Porém, apesar dos avanços e inovações cada vez maiores na área dos e-books, muitas pessoas ainda preferem ler impressos.

Brandon Keim, em artigo para revista Wired, busca explicações para essa preferência, que ele mesmo compartilha, e porque o papel pode ser o real dispositivo de leitura inteligente do futuro. Para Keim, mais interessante do que a manutenção da leitura em papel em si é a sua interação com as novas formas digitais. Assim como o autor, grande parte dos leitores atuais intercalam livros físicos e e-books, mas preferem o papel para leituras mais aprofundadas.

Não faltam hipóteses que tentam explicar essa diferença de sensação na hora da leitura, em um mundo em que cada vez mais os e-readers tentam simular a experiência do papel. Enquanto há pesquisas que afirmam que pode ser apenas de uma questão de gosto pessoal e adequação, outras confirmam que há diferença sim, talvez baseada na própria percepção da  materialidade do livro contra o e-book.

Justificativas como a distração alimentada pela conexão com a internet e a lógica multitask atual que teria prejudicado a capacidade de focar em textos longos e lineares não são deixadas de lado por Keim. Entretanto, logo surgem argumentos que desmontam tais explicativas, mostrando que a questão é mais complexa do que se imagina. Só resta uma certeza: o papel não vai desaparecer tão cedo.

Leia em: www.wired.com

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