Realidade aumentada encontra o reconhecimento gestual

Um novo app sobrepõe imagens à visão do seu smartphone e permite que você interaja com elas por meio de gestos manuais.

Para tornar seu negócio de software mais efetivo, a HP recentemente pagou US$ 10 bilhões para a Autonomy, uma companhia de software britânica especializada em aprendizado de máquinas. Acontece que a Autonomy desenvolveu técnicas de processamento de imagem para para reconhecimento gestual em realidade aumentada – o tipo de tecnologia que poderia ser mais atraente para consumidores do que para gerentes de TI.

A realidade aumentada envolve criar camadas de imagens geradas por computador por cima de uma cena do mundo real, como quando visto através da câmera de um smartphone ou tablet. Deste modo, alguém olhando para uma cidade através de um destes dispositivos pode ver informações turísticas por cima do cenário.

A nova tecnologia de realidade aumentada da Autonomy’s, chamada Aurasma, vai um passo além: ela reconhece os gestos manuais do usuário. Isso significa que uma pessoa que usa o aplicativo pode posicionar suas mãos à frente do dispositivo para interagir com o conteúdo virtual. Anteriormente, interagir com conteúdo de realidade aumentada requeria o toque na tela. Uma demonstração liberada pela Autonomy cria um jogo de air hockey virtual em cima de uma mesa vazia – os usuários jogam movendo suas mãos.

Mills afirma que a habilidade do Aurasma de localizar objetos com precisão significa que ele pode ser usado para mais do que simples propaganda. No vídeo acima, podemos ver o iPad rodando o app quando apondado para a parte de trás de um roteador, revelando gráficos e textos que explicam para que serve cada entrada.

A Autonomy lançou o Aurasma discretamente em maio, mas só recentemente anunciou que o Aurasma pode localizar e responder a gestos para permitir a interação com objetos virtuais.  “Nós agora adicionamos reconhecimento de dedos,” diz Matt mills, “assim você pode ter uma experiência parecida com usar o Kikect. Você estende sua mão e  conteúdo responde.”

O Aurasma, disponível para iPhone, iPad e Android, constantemente cria uma “digital” visual do que está na frente dele e compara isso com uma série de “digitais” da área em que o aplicativo está sendo usado. Quando ele identifica uma cena, talvez uma foto num quadro de avisos, o Cristo Redentor ou uma casa na sua rua, uma imagem ou vídeo é sobreposto à cena. Usuários podem criar seus próprios conteúdos e atribui-los a uma cena do mundo real.

Apesar de celulares e tablets serem as melhores interfaces disponíveis para a realidade aumentada atualmente, a experiência ainda é um pouco desajeitada, já que a pessoa precisa segurar o dispositivo com uma das mãos o tempo todo.  Escritores de ficção científica e tecnólogos há muito previram que a informação eventualmente chegaria através dos óculos e, quando isso acontecer, o reconhecimento de movimentos manuais essencial, já que não teremos a opção de tocar a tela ou usar botões.

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