Tinta Inteligente

Tecnologia em uma folha de papel. Essa é a ideia em que a empresa T-Ink investe. Ela desenvolve tintas capazes de substituir os circuitos eletrônicos tradicionais, o que permite levar a computação a materiais como tecido e papel.

Os novos circuitos feitos com as tintas condutivas podem substituir a volumosa fiação de cobre em vários produtos. Essa tecnologia é capaz de suportar a forte intensidade do calor, da pressão e da umidade. Esses circuitos podem ser impressos em superfícies como o plástico, o tecido e até o papel.

A T-Ink desenvolveu tintas tão robustas que os sensores, circuitos e interruptores podem ser impressos numa superfície plástica lisa e então moldados sobre componentes tridimensionais que controlam os faróis superiores e o teto solar de carros, por exemplo. A superfície do painel de controle é sensível ao toque, de modo que basta um dedo para acender as luzes. E o processo tem um custo potencialmente inferior ao dos métodos atuais.

“Este é um uso extremamente criativo da eletrônica impressa”, disse Harry Igbenehi, analista de tecnologia que acompanha o setor da eletrônica impressa para a consultoria IDTechEx, de Cambridge, Grã-Bretanha.

“Estamos assistindo a uma revolução silenciosa.”

O nome da empresa é a abreviação de “thinking ink” (“tinta inteligente”). Criada em 2001, a T-Ink produzia inicialmente itens promocionais como brinquedos, tapetes interativos e camisetas. Já a Novalia, pequena empresa de Cambridge, na Grã-Bretanha, projeta produtos interativos impressos com tinta condutiva. O foco do negócio é fazer a estampa interagir com o toque, segundo a fundadora e diretora da empresa, Kate Stone. As tintas são impressas por meio de métodos convencionais como o offset. A empresa demonstrou cartazes interativos e falantes feitos de papel que são sensíveis ao toque, assim como a tela de um iPhone ou iPad.

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